Ministério com Crianças

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HIPERATIVIDADE NAS CRIANÇAS

 

A Criança Hiperativa

Neste artigo:– Introdução
– Como ocorre o distúrbio de déficit de atenção / hiperatividade?
– Quais são os sintomas?
– Como é diagnosticado?
– Tratamento
– Apoio aos pais e professores

O distúrbio do déficit de atenção / hiperatividade é o distúrbio de saúde mental mais comum nas crianças. Seus principais sintomas são a dificuldade em prender a atenção, a hiperatividade e a impulsividade. Seu tratamento pode envolver diversas modalidades, mas é sempre importante que os pais e professores também recebam apóio para lidar com suas crianças”.

Introdução

O distúrbio de déficit de atenção / hiperatividade (DDAH) é o problema de saúde mental mais comum em crianças. As crianças que apresentam DDAH freqüentemente têm problemas com prestar atenção, hiperatividade e comportamento impulsivo.

O DDAH é sete vezes mais comum em meninos do que em meninas. As meninas são mais propensas a ter problemas com atenção e menos propensas a ter hiperatividade.

Como ocorre o distúrbio de déficit de atenção/hiperatividade?

Em cerca de 70% dos casos, o DDAH é hereditário, principalmente entre os meninos. As pesquisas continuam a se esforçar para encontrar porque esse distúrbio ocorre em algumas crianças, sem história familiar. Alguns fatores que podem contribuem com o risco de DDAH incluem:

• Abuso de substâncias durante a gravidez
• Tabagismo durante a gravidez
• Algumas doenças durante a gravidez
• Um trabalho de parto longo e difícil
• Falta de oxigênio para o bebê durante o nascimento.
• O cordão umbilical ao redor do pescoço do bebê durante o nascimento.

As pessoas com DDAH têm pequenas diferenças na estrutura do cérebro. Essas diferenças se situam na parte frontal do cérebro (área envolvida com o controle-próprio) e em alguns pacientes no centro do cérebro.

Quais são os sintomas?

A hiperatividade, usualmente aparece aos 2 ou 3 anos de idade ou até a primeira série. Os principais sintomas são:

• Problemas de concentração e falta de atenção

. As crianças e adolescentes com DDAH mudam de atividade muito rapidamente, freqüentemente não terminam o que começaram. Eles também se distraem muito facilmente por barulhos ou outras coisas ao seu redor.• Impulsividade.

As crianças com esse sintoma freqüentemente reagem rapidamente sem pensar nos resultados. Eles também são impacientes e tendem a interromper outras conversas e começam tarefas sem nenhum planejamento.• Hiperatividade

(movimento excessivo). As crianças hiperativas são excessivamente inquietas. Quase nunca se sentam, e quando sentam, elas usualmente mexem-se ou jogam as coisas.Sintomas comumente relacionados são:

• Dificuldade em organizar tarefas e projetos
• Dificuldade em se acalmar à noite para dormir.
• Problemas sociais por ser agressiva, barulhenta, ou impaciente em grupos.

Como é diagnosticado?

O pediatra da criança irá questionar sobre os sintomas e irá observar o comportamento da criança, com relação ao DDHA. Para diagnosticar o DDAH, deve estar claro que os sintomas persistem e interferem de forma importante na vida diária da criança. Os pais e professores da criança podem colaborar através do preenchimento de questionários, para a identificação dos sintomas na criança. A criança poderá ser avaliada por um psicólogo ou outro profissional de saúde mental, para a realização de testes de atenção e autocontrole.

Não há testes físicos tais como exame de sangue ou tomografias de cérebro disponíveis, para ajudar no diagnóstico do DDAH.

Existem 3 formas de DDAH:

• DDAH combinada

. A criança apresenta todos os sintomas principais: falta de atenção, impulsividade e hiperatividade.
• Predominantemente falta de atenção
. A criança tem problemas com foco e atenção. Essa forma de DDAH freqüentemente não é diagnosticada, porque a criança é muito pouco hiperativa ou impulsiva.
• Predominantemente impulsiva-hiperativa. A falta de autocontrole é o principal problema.Tratamento

O tratamento do DDAH envolve três principais modalidades:

• Aprendizado de novas habilidades

. As crianças com DDAH aprendem a lidar com situações altamente estimulantes, que as distraem e superexcitam. Elas devem aprender a estudar em lugares silenciosos e fazer pausas freqüentes. Na sala de aula elas trabalham melhor em carteiras individuais, do que em mesas coletivas. Freqüentemente um fundo musical instrumental pode também ser útil. Crianças com DDAH necessitam de mais estrutura e rotina diária que a maioria das pessoas.• Treinamento comportamental

: Programas de comportamento simples com recompensas diárias, podem ser bons para ensinar a prestar atenção por mais tempo e a se manterem assentadas.• Medicamentos

: desde 1920, alguns medicamentos tais têm sido usados. Eles são estimulantes, e parece atuar sobre áreas de autocontrole do cérebro. Esses medicamentos não deprimem as crianças, mas aumentam a auto-regulação. Cerca de 70% das crianças com DDAH apresentam uma melhora com o uso desses medicamentos. Os efeitos colaterais mais comuns são a perda de apetite e problemas para dormir. A dosagem de cada criança será ajustada gradualmente, para reduzir os efeitos colaterais. Algumas vezes, os medicamentos são usados apenas nos dias em que a criança vai para a escola.Até quando podem ocorrer os sintomas?

Os sintomas do DDAH quase sempre perduram da infância precoce até a puberdade. Entre a puberdade e a idade adulta jovem, cerca de metade das pessoas que sofrem de DDAH tem uma redução importante dos sintomas. A outra metade pode apresentar uma mudança leve ou nenhuma mudança nos sintomas na idade adulta. Ser mais paciente e conseguir permanecer sentado são as demonstrações de melhora mais comuns.

Apoio aos pais e professores

As pesquisas têm esclarecido que a inclusão dos pais, no tratamento das crianças com DDAH, é importante para se alcançar o sucesso esperado. Os professores e diretores das escolas também devem estar envolvidos.

Em adição a terapia comportamental da criança, a terapia familiar pode ajudar a criança com DDAH e seus pais e irmãos a lidarem com os conflitos emocionais que quase sempre surgem no processo de manejo dessa condição.

Copyright © 2006 Bibliomed, Inc.               Revisado 31 de Outubro de 2006

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ARTIGO DO NOSSO AMADO PASTOR CARLOS ALBERTO BEZERRA JR.

Artigo publicado do Pastor Carlos Alberto Bezerra Jr.

Devemos levar os nossos filhos a Cristo….

Nunca foi fácil ter uma família segundo o padrão de Deus!

por Gilberto Celeti

A impressão que se tem é que as crianças estão perdendo a inocência mais cedo.

Como cumprir os padrões bíblicos, se a infância e a adolescência de hoje são tão diferentes em comparação aos costumes da época bíblica? Será que os costumes mundanos pressionam muito mais hoje do que antigamente?

Sem dúvida, no passado, uma criança demorava um pouco mais de tempo para adquirir a consciência de ser pecadora, ficava mais tempo na “inocência”.

Hoje, a criança chega à idade da consciência muito mais cedo. A influência da mídia tem sido muito forte nesta área. Há uma geração antes da TV e uma geração depois da TV. Quem teve uma infância sem TV em casa é da geração antes da TV. Quem, desde que nasceu, já convive com a TV, muitas vezes até como sua babá eletrônica é da geração depois da TV.

A que geração você pertence?

Há, no entanto, uma consideração a ser feita.

Será que houve algum período da história da humanidade mais fácil para educar os filhos? Será que há alguém que gostaria de ter vivido em outra época para constituir a sua família?

Eu penso que não. Por exemplo: teria sido fácil viver na época de Noé, quando a violência prevalecia? E na época de Ló, quando a imoralidade não conhecia limites? E viver na época do império babilônico, ou grego, ou romano? Quanta perversidade e imoralidade. Ou na Idade Média? Ou no século XVIII e XX?

Nunca foi e nunca será fácil constituir uma família segundo o padrão de Deus. As pressões sempre serão muito fortes, mas “maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 João 4:4).

Precisamos lembrar que a família é uma instituição divina e o Senhor quer preservá-la.

O dever dos pais para com os seus filhos

Na Palavra de Deus há um ensino muito evidente sobre o dever dos pais em relação aos filhos. Você já reparou no pensamento do Senhor ao anunciar a Abraão a destruição de Sodoma e Gomorra? Ele disse: “Ocultarei a Abraão o que estou para fazer, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo” (Gênesis 18:17-19).

Antes do povo de Israel entrar na terra prometida, recebeu uma solene instrução sobre o dever de amar ao Senhor de todo o coração, de ter as Suas palavras no coração e de inculcá-Las nos filhos, seja assentado em casa, seja andando pelo caminho, seja na hora de deitar, seja na hora de levantar. Confira em Deuteronômio 6:1-6.

Estas instruções foram dadas na forma de mandamento. Não eram opcionais.

No Novo Testamento fica clara esta responsabilidade, em Efésios 6:4: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”. Uma boa análise deste versículo demonstra que a palavra “pais” (pateres, no original grego), refere-se apenas aos homens pais e não inclui as mães. Isto não quer dizer que as mães podem ficar omissas, mas a principal responsabilidade de ensino está nas mãos dos pais, que infelizmente, não cumprem adequadamente o papel esperado.

Conselhos para os pais

Como os pais podem cumprir com eficiência a este ensinamento? Provérbios 22:6: “Instrui o menino no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele”.

Uma das melhores maneiras é a prática do Culto Doméstico, antes mesmo de nascerem os filhos. Quando estes vão chegando, desde pequeninos, participam com seus pais daqueles instantes de leitura bíblica, de oração, de louvor, de envolvimento com o trabalho missionário através da intercessão, e desenvolvem assim o amor e o compromisso com o Senhor.

Entretanto, é preciso tomar cuidado para que o Culto Doméstico não seja um ritual mecânico.

Um valor importantíssimo que deve ser desenvolvido dentro de casa, é o exemplo de vida cristã dos pais, dia-a-dia, nas ações e nas reações, pois os filhos seguem as pegadas dos pais

Muitos pais priorizam mil atividades na igreja em detrimento dos filhos. Podemos ver muitos exemplos disso em lares de líderes das igrejas, onde os pais, ocupados nos deveres santos, deixaram seus filhos relegados à segundo plano.

Outro conselho é o de aproveitar todas as oportunidades e circunstâncias para compartilhar do Senhor e Sua Palavra (sentado, deitado, levantado, andando, comendo, brincando, passeando, etc). Para isso é preciso ter a Palavra do Senhor no coração. Lembre-se de que a boca fala do que o coração está cheio.
Outro ponto de fundamental importância é a presença e a participação de toda a família numa igreja onde as crianças são valorizadas e há investimento sério da liderança da mesma na educação bíblica das crianças. Alguns pais apenas apontam o caminho da igreja, infelizmente. Em algumas igrejas, lamentavelmente, as crianças são como que um estorvo ou apenas “isca” para atrair os pais.

A expressão “instrui o menino no caminho em que deve andar” traz a idéia de certificar se a criança entrou no Caminho. Como Jesus é O caminho, os pais deveriam não só apontar este Caminho, mas conduzir seus filhos à salvação e se certificarem que eles entraram, de fato, no Caminho.

Querido papai, querida mamãe, você já levou o seu filho a Cristo? O privilégio de evangelizá-lo e de discipulá-lo é de vocês!

Pr. Gilberto Celeti é o Superintendente Nacional da APEC do Brasil

http://www.apec.com.br/revis_super.htm

O “Não”

O “não” da mãe e o “não” do pai.
Por Luís Eduardo Machado

Uma amiga querida me disse: “Não sei o que acontece, passo o dia inteiro com a minha filha (de 2 anos), quando eu digo “não” as vezes ela me obedece, as vezes nem liga. Mas, quando o meu marido chega em casa e diz “não”, só pelo olhar dele para ela, a criança já chora e obedece na hora”
Parece que nesse caso o “não” do pai é mais forte que o “não” da mãe. Creio que isso acontece em muitos lares. Gostaria de tentar explicar o porquê.

Creio que as razões pelas quais pais tem mais “poder” sobre as crianças (cada caso é um caso) são:

a) muitas mães ainda ficam o dia inteiro com os filhos. Num dia são ditos uns 100 “nãos”. Cada “não” dito vai desvalorizando/gastando a autoridade da mãe. Imagine que cada “não” seja um débito na conta do relacionamento, quando mais a mãe usa, vai ficando com saldo menor.
Quando o pai chega (geralmente do trabalho) e diz um “não”, trata-se de um “não” único e poderoso, novinho em folha. O pai não dissera nenhum “não” até aquele momento, então o seu saldo é maior do que o da mãe. É muito mais fácil uma criança respeitar o primeiro “não” do que respeitar o 101º “não”.
b) homens são mais feios do que as mulheres (risos). Quando um pai fala “não” a aparência é quase sempre mais assustadora para a criança do que quando uma mulher o diz. Homens geralmente são maiores e têm voz mais grave e isso influencia nas crianças pequenas.
c) Deus deu ao homem uma posição de autoridade sobre a família. É esperado que o “não” do pai imponha respeito. Quando o “não” do pai não causa mudança, creio que a família está perdida! (creio que o “não” da mãe também deve impor respeito e que a criança está debaixo da autoridade dos dois).
Mas, o que as mães devem fazer diante de tudo isso? Permita dar alguns conselhos as mães:
I) não gaste os seus “nãos” com coisas sem importância! Guarde o “não” para questões morais e de desobediência. Muitas mães usam muito essa palavra para qualquer coisinha boba e assim banalizam a proibição. Dizer “não” para uma mentira é mais relevante do que dizer “não” quando o filho quer brincar de massinha e não de carrinho. Guarde o “não”, selecione o seu uso. Resumindo: não desgaste a sua autoridade “brigando” por besteiras, guarde a sua autoridade para as coisas relevantes da educação.
II) não desista de educar, nem de corrigir, nem de proibir os seus filhos. A mãe deve ser respeitada e seguida pelos filhos. Nunca diga “quando o seu pai chegar você vai ver!”. Se você fizer isso a criança vai aprender que a sua autoridade não vale nada, e isso será uma desgraça na vida dela. Mãe, você precisa ter autoridade na vida dos seus filhos, para o bem deles!
III) não permita que seu marido se omita da disciplina dos filhos nem que seja ausente da vida comum do lar.
IV) nunca permita que os filhos joguem com a divergência dos pais. Quando a mãe diz “não”, o pai concorda e vice-versa. Depois (os pais) podem conversar sobre o assunto e mudar (juntos) de opinião. Cuidado com o “você não deixa, mas o papai deixa!”. Isso causa danos a educação dos filhos. Os pais devem estar juntos nas proibições e “nãos”.

Força mães, que Deus lhes dê sabedoria e lhes recompense por muitas vezes sacrificarem as suas vidas profissionais em favor dos seus filhos.

Fonte: http://www.aprimoramento.com.br/educandofilhos/

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